Dono de bar é morto por policial após tentar impedir briga de casal em Manaus; suspeito é preso em flagrante
16/07/2026
(Foto: Reprodução) Dono de bar é morto por policial após tentar impedir briga de casal em Manaus
O empresário William Crame foi morto a tiros na madrugada desta quinta-feira (16), no bar do qual era proprietário, no conjunto João Paulo, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. O suspeito do crime é o policial militar Waldeney Lopes da Silva, de 49 anos, que foi preso em flagrante horas depois. Segundo testemunhas, a vítima foi baleada após tentar intervir em uma discussão entre o policial e a esposa dele.
De acordo com a esposa de William, o empresário e um amigo bebiam no bar, que já estava fechado, quando ouviram uma mulher na rua gritar por socorro e dizer que o policial, que não estava em serviço, tentava agredi-la.
Ainda segundo a esposa da vítima, William saiu do estabelecimento e perguntou a Waldeney por que ele estaria tentando agredir a mulher. O policial, então, teria ameaçado o empresário e, segundos depois, atirou contra o empresário.
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A vítima conseguiu voltar para dentro do bar. Minutos depois, conforme a esposa de William, o policial retornou ao local, abriu o portão do estabelecimento e efetuou pelo menos 12 disparos. Destes, cinco atingiram o empresário e um o amigo da vítima, que já recebeu alta médica. A ação foi registrada em vídeo. Assista no início da reportagem.
Testemunhas relataram que, após o crime, o suspeito ainda tentou intimidar pessoas que estavam na região e fez novos disparos. Um dos tiros atingiu uma motocicleta estacionada no local.
William chegou a ser socorrido e levado com vida para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
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Prisão e investigação
O policial militar foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (16). As circunstâncias da prisão não foram divulgadas.
Ele foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), onde responderá pelos procedimentos cabíveis. Em depoimento, Waldeney afirmou que agiu em legítima defesa.
Além da investigação criminal, a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da Polícia Militar do Amazonas instaurou uma Sindicância Administrativa Disciplinar para apurar a conduta do policial.
Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que "não compactua com qualquer conduta que esteja em desacordo com a lei e os princípios da instituição".
Policial militar mata dono de bar em Manaus.
Reprodução/Redes Sociais