Vídeo no celular de Thiago Rangel exibe mala de dinheiro de Bacellar para campanha de aliados, diz PF

  • 19/05/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo no celular de Thiago Rangel exibe mala de dinheiro de Bacellar para campanha de aliados, diz PF Um vídeo encontrado no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) mostra uma mala com R$ 500 mil em dinheiro vivo que, segundo a Polícia Federal (PF), seria parte de um suposto pagamento do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil) para financiar campanhas de aliados políticos em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. De acordo com a investigação, o dinheiro faria parte de um suposto acordo de caixa 2 no valor total de R$ 2,9 milhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo a PF, Bacellar teria se comprometido com o repasse para ser utilizado na campanha da filha de Thiago Rangel, Thamires Rangel, e de outros candidatos ligados ao grupo político do deputado nas eleições municipais de 2024. Vídeo no celular de Thiago Rangel exibe mala de dinheiro de Bacellar para campanha de aliados, diz PF Reprodução TV Globo Thiago Rangel foi preso no começo do mês durante uma operação da Polícia Federal que investiga desvios de verbas públicas em contratos de reformas de escolas estaduais. Segundo os investigadores, o esquema teria sido operado por Rodrigo Bacellar e beneficiaria deputados aliados por meio de direcionamento e superfaturamento em licitações da área da Educação. As suspeitas sobre sobrepreço e direcionamento nas obras foram reveladas inicialmente em reportagens do RJ2 no início deste ano. Áudios indicam caixa 2 A investigação também reúne áudios e mensagens atribuídos a Luís Fernando Passos de Souza, apontado pela PF como operador financeiro de Thiago Rangel. Em um dos áudios, Luís Fernando menciona diretamente Rodrigo Bacellar ao tratar do suposto acordo de R$ 2,9 milhões. “Então, ele não tem o porquê ele correr do acordo dos R$ 2,9 milhões, entendeu? Então, chega pra ele, dentro de uma capacidade de comunicação plausível e fala com ele: ‘Rodrigo, a situação é essa, é essa, é essa’”, diz o áudio. O deputado Thiago Rangel e o ex-deputado Rodrigo Bacellar Reprodução Segundo a PF, as conversas mostram que o dinheiro seria usado para fortalecer a campanha de vereadores aliados e ampliar a influência política do grupo em Campos. “Nós temos que trabalhar em cima disso aí. Vamos partir para dentro, bem-organizado na nossa campanha dos nossos vereadores, a campanha da sua filha chegando, chegando grande no resultado final. Tentar, com a graça de Deus, fazer mais um candidato, ou, quem sabe, o terceiro”, afirma Luís Fernando em outro trecho. As mensagens também detalham, segundo a investigação, uma estratégia de manutenção de lideranças políticas por meio de cargos e benefícios dentro da estrutura pública. “Tem que manter o pessoal, não adianta esperar pra negociar de novo na hora da eleição. Porque a gente gasta muito. Ter que comprar o cara na hora, só para as vésperas das eleições, esse pessoal é caro”, diz uma das mensagens. “Mas um pessoal que você pulveriza dentro do próprio sistema de governo, dentro do Estado, dentro da Prefeitura, esse pessoal representa as lideranças, um de 50, outro de 30, outro de 100, outro de 200. São as pessoas que arrumaram os votos para você. Na hora da eleição, a gente reforça. Mas levar tudo na grana, só se você tiver um movimento muito forte dentro do governo pra fazer isso na última hora.” Filha de Rangel foi eleita menor de idade A investigação aponta que uma das principais beneficiadas pelo suposto apoio financeiro seria Thamires Rangel, filha do deputado. Ela foi eleita vereadora em Campos dos Goytacazes em 2024 e ficou conhecida como a vereadora mais jovem do Brasil. Thamires completou 18 anos apenas dois meses após a eleição. Nas conversas analisadas pela PF, Luís Fernando faz referência direta ao desempenho esperado da campanha dela. “...a campanha da sua filha chegando, chegando grande no resultado final”, afirma o operador financeiro em um dos áudios. O deputado Thiago Rangel ao lado da filha Thamires Rangel e do secretário secretário estadual do Ambiente Bernardo Rossi. Reprodução redes sociais A vereadora declarou que “não foi solicitado, recebido ou repassado qualquer valor vindo do ex-deputado Rodrigo Bacellar para financiamento da campanha eleitoral de 2024” e afirmou que todas as doações foram registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Cargos estratégicos Outro trecho da investigação mostra Thiago Rangel dando ordens para negociação de cargos considerados estratégicos dentro da estrutura do estado. Segundo a PF, o deputado determinava indicações políticas inclusive para pessoas ligadas ao traficante de Campos Arídio Machado da Silva Junior, conhecido como “Júnior do Beco”. “Você faz dois bloquinhos, prende um papelzinho escrito ‘Junior do Beco’ e bota um clip juntando os dois”, diz Rangel em uma gravação. Em áudios, deputado Thiago Rangel dá ordens na Educação e negocia cargos para traficante, diz PF A investigação também aponta que o deputado exercia forte influência sobre a Diretoria Regional de Educação do Noroeste Fluminense. “Tudo o que acontecer dentro da regional eu quero saber. E eu não tenho que dar satisfação a ninguém. Porque o deputado sou eu, a indicação é minha e quem manda sou eu”, afirma Rangel em outro áudio. Desvio de dinheiro Segundo a Polícia Federal, Thiago Rangel também teria enriquecido por meio de um esquema de fraude em postos de combustíveis dos quais é proprietário. LEIA TAMBÉM: Deputado preso postou figurinha com a própria imagem após receber foto de dinheiro vivo PF aponta caixa 2 de R$ 2,9 milhões ligado a esquema na Educação do RJ Filha de Thiago Rangel foi exonerada de cargo no Governo do RJ um dia antes de operação da PF que prendeu o pai A investigação aponta que os estabelecimentos utilizavam bombas adulteradas para entregar menos combustível do que o volume registrado no visor — prática conhecida como “bomba baixa”. De acordo com planilhas encontradas no celular do deputado, o desconto aplicado variava entre 5,7% e 10,41%. Na prática, segundo os investigadores, um motorista que pagava por 50 litros de gasolina poderia receber apenas cerca de 45 litros. As planilhas analisadas pela PF indicam ainda que o grupo chegava a lucrar cerca de R$ 1,6 milhão por mês com a fraude. O que dizem as defesas A defesa de Thiago Rangel reafirmou a inocência do deputado e declarou que ele “nunca teve operador financeiro ou recebeu repasse ilícito de Rodrigo Bacellar ou de quem quer que seja”. Segundo os advogados, as acusações serão desmentidas no processo. A defesa de Rodrigo Bacellar afirmou que “não há a voz ou o nome dele em nada” e declarou que o ex-presidente da Alerj “não é alvo dessa operação e não tem qualquer relação ou conhecimento dos fatos mencionados”. O RJ2 não conseguiu contato com Luís Fernando Passos de Souza.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/19/video-no-celular-de-thiago-rangel-exibe-mala-de-dinheiro-de-bacellar-para-campanha-de-aliados-diz-pf.ghtml


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